segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Qual a principal diferença entre informação, conhecimento e sabedoria?

Por Mustafá Ali Kanso [Ao mestre Marcimiano in memoriam]

Em um desses treinamentos de professores, patrocinados por uma instituição pública aqui de Curitiba, fui questionado por uma auxiliar de ensino em Educação Infantil, sobre um dos grandes temas que acompanha a humanidade desde a alvorada das civilizações:
Qual a principal diferença entre informação, conhecimento e sabedoria?
Isso me fez refletir sobre toda a minha prática, nesses últimos trinta anos que atuo como educador, seja à frente das novas gerações em sala de aula, no cotidiano da vida escolar, seja à frente de professores em treinamento, como o que eu vivia naquele momento.
Nessa avaliação à queima-roupa, não encontrei nada mais eloquente, para tentar traduzir essa diferenciação que uma vivência, nos meus tempos de recém-formado como engenheiro químico, que na sequência vou relatar. Deixo ao leitor, o direito de julgamento, se minha resposta foi satisfatória ou não.
O objetivo desse artigo, portanto, é convidá-lo, querido leitor à essa delicada reflexão.
Mas, vamos ao relato:
Naquele final de ano tirei férias com a família num sítio de um grande amigo. O meu contato ativo com a natureza foi cômico, para não dizer desastroso.
Nas cavalgadas eu tentava me esmerar, para não fazer feio, porém o cavalo simplesmente não me obedecia. Nunca vi animal mais teimoso. Quando eu relaxava as rédeas o animal me levava de volta para o rancho para ter com seu tratador de nome Marcimiano. Um senhorzinho, já avançado em anos, que mesmo sem nenhuma escolaridade era considerado e respeitado por todo efetivo do sítio.
- O que há de errado com esse animal, “seu” Marcimiano?
O simpático velhinho, simplesmente tirava a cela, o pelego, os arreios e repetia o processo de encilhar o cavalo. Coisa que eu já efetuara, repetidas vezes, em todos os detalhes.
O tratador, então me explicou, com muita didática:
- O senhor e o cavalo já não são os mesmos de ontem. Estão um dia mais velhos, um dia mais teimosos.
A informação me remeteu ao filósofo Heráclito:
“Um homem jamais se banha duas vezes nas mesmas águas do mesmo rio”.
Naquela noite, quando uma fogueira emitiu chispas contra o céu estrelado minha filha (que na época tinha quatro anos) me perguntou, encantada, que brilho fantástico era aquele.
Com a plateia de amigos ao redor da fogueira, aproveitei para fazer uma brincadeira:
- São os elétrons dos átomos de carbono e hidrogênio que retornam à camada L da eletrosfera e libertam luz visível, no espectro de 500 nanômetros.
Minha filha achava graça de minhas explicações técnicas.
O velho Marcimiano usou outra explicação:
- Veja, são estrelinhas que estão subindo aos céus.
Minha filha olhou para cima, para o magnífico espetáculo das estrelas e ainda mais encantada concluiu:
- Que lindo! Elas estão voltando para suas mamães!
De fato muitos átomos de hidrogênio escapam da gravidade terrestre e retornam ao espaço e em verdade os átomos mais pesados que o hidrogênio são “gerados” pelas estrelas – suas “mamães” – se usarmos essa analogia.
Mas era apenas informação e conhecimento que eles intuíam?
Naquela mesma noite, ao nos recolhermos, o velho Marcimiano com suas frases insólitas me convidou a outra reflexão:
- É muito bom ver fogueiras ao redor da fogueira.
O aquilo significava?
Ele me explicou com o mesmo didatismo de sempre:
- Todos nós somos fogueiras professor. O tempo sopra sobre cada um de nós até sobrar cinzas.
E antes de se retirar completou:
- Espero que a luz de sua candeia sirva para iluminar alguém.
Quando minhas férias terminaram, me despedi de todos do sítio, em especial do velho Marcimiano:
- Nunca consegui encilhar um cavalo como o senhor!
Ele me respondeu sorridente:
- Não se avexe professor! Todos nós somos mestres de nosso ofício!
Talvez o componente oculto no processo que brindava toda a sua maestria, fosse o afeto, com o qual ele tratava todos os seres vivos.
Por vezes, podemos ter a informação e até o conhecimento, mas a sabedoria de sua aplicação construtiva só é conquistada com o coração.
Pode parecer piegas, mas a cada dia eu me convenço que é aí que reside toda a diferença:
Enquanto a informação pode modificar o meu discurso e o conhecimento, a minha conduta – só a sabedoria é capaz de modificar o meu caráter e, assim, me transformar a cada dia num ser humano melhor!
E para concluir:
Como buscadores que somos;
- Que a luz de nossa candeia (minha e sua) – meu querido leitor – sirva todos dias para iluminar alguém!
Uma ótima semana a todos!

Fonte: http://hypescience.com/da-informacao-a-sabedoria/?fb_action_ids=424172420951307&fb_action_types=og.likes&fb_source=hovercard

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Um belo exemplo a ser seguido...


Ex-pedreiro estuda engenharia e quer construir moradia a baixo custo 



Wildiner trabalhou em lavoura na infância e como pedreiro na adolescência.

Em 2010, ele passou no vestibular para engenharia civil da Unicamp.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
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Wildiner estuda engenharia civila na Unicamp (Foto: Aquivo pessoal)Wildiner estuda engenharia civil na Unicamp
(Foto: Aquivo pessoal)
O estudante que há dois anos passou em 18º lugar no vestibular para engenharia civil da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp) nasceu em Cordislância, uma cidade de 3.000 habitantes de Minas Gerais, trabalhou na lavoura de café durante a infância, em Carneiros, distrito de São Gonçalo do Sapucaí, também em Minas. Na adolescência seguiu a profissão do pai, e foi servente de pedreiro, após concluir o ensino médio. A mãe é empregada doméstica. Não satisfeito com que a vida podia lhe oferecer, Wildiner Estainer Batista, de 19 anos, criou oportunidades por meio da educação. Estudou na rede pública, se preparou sozinho para o vestibular e conseguiu vaga em um dos cursos mais concorridos da Unicamp, uma das instituições mais respeitadas do país. Quando se formar, Wildiner quer aliar a experiência como pedreiro e o conhecimento da engenharia para criar uma empresa de construção de moradias a baixo custo.
Wildiner se esforça a evoluir cada vez mais. Mora em Campinas, na residência estudantil daUnicamp, e passa a maior parte de seu tempo envolvido em vários projetos da universidade. Pouco viaja para matar a saudade da família em Pouso Alegre (MG).
Para se manter como universitário em Campinas, o mineiro recebe uma bolsa-auxílio da universidade e, em contrapartida, atua em alguns projetos. Se no início do curso preferia se dedicar exclusivamente aos estudos, hoje a rotina é diferente. Além de estudar, o jovem faz parte da liga de xadrez da Unicamp e integra grupos que de fomento ao empreendedorismo, como o Mercado de Trabalho em Engenharia (MTE) e o Choice da Artemisia. Ele ainda foi premiado com o terceiro lugar no Concurso Nacional Siemens Student Award, que reúne propostas de soluções sustentáveis.
Wildiner conta que foi na 6ª série que sua vida mudou. O então professor de geografia, Murilo Antonio Simões Junior, o incentivou a prestar vestibulinho para um curso técnico no campus Inconfidentes do Instituto Federal, em São Gonçalo, a 120 quilômetros de sua casa na época, depois que concluísse o ensino fundamental.
“O caminho natural era continuar onde eu morava. Mas o professor convenceu minha família, me incentivou e fui estudar no instituto federal (após ser aprovado no vestibulinho). Saí de casa aos 14 anos para morar no alojamento da escola, só voltava de dois em dois meses porque não tinha dinheiro, mas não foi coisa do outro mundo, me adaptei rápido”, diz.
Durante o ensino médio, Wildiner conheceu um amigo “muito inteligente” que iria prestar o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Decidiu que queria tentar uma vaga também. Concluiu o ensino médio aos 17 anos e voltou para a casa família, que havia se mudado para Pouso Alegre. “Passei o ano trabalhando como servente de pedreiro com a ideia de cursar ITA, estudava à noite por conta própria. O trabalho era pesado, mas não tão ruim, eu até gostava, tanto que faço engenharia civil.”
O objetivo é sempre ir mais longe, quero correr e não parar. O prazer está na caminhada."
Wildiner Batista
Wildiner prestou o vestibular do ITA, mas não passou. Foi incentivado a mudar os planos e no ano seguinte, em 2010, fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a prova da Unicamp. Pelo Enem, conseguiu vaga na Ufscar, mas optou pela Unicamp.
A vontade de crescer ainda o levou a ser selecionado como bolsista pela Fundação Estudar, uma instituição que apoia jovens estudantes com auxílio financeiro e orientação vocacional. Na última seleção anual, foram beneficiados 29 jovens de todo o país entre 6.000 inscritos. “Identificamos jovens brilhantes e os apoiamos em suas carreiras, queremos pessoas que querem causar impacto no país”, afirma Tiago Mitraud, gerente de produtos da Estudar. Um dos critérios avaliados é o ‘salto’ que o estudante já deu e os planos de onde gostaria de chegar.
O jovem pretende aprender a falar inglês para fazer um intercâmbio na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “O objetivo é sempre ir mais longe, quero correr e não parar. O prazer está na caminhada."
‘Ser pedreiro foi super válido’
Atualmente o estudante não precisa ajudar financeiramente os pais. A família já conseguiu pagar o terreno onde a casa foi construída, em Pouso Alegre. Porém, quando eles se mudaram não havia nem piso. Quando se formar, não pretende voltar para Minas. Mas por enquanto, não sabe para onde seguir. Quer reunir o empreendedorismo e a transformação social. Para isso, pensa em criar uma empresa de construção de moradias de baixo custo.
“Minha experiência como servente de pedreiro foi super válida. Na minha história também tem a carga emocional forte. Uma frase que meu pai me disse me marcou muito: ‘dinheiro compra, mas só trabalho faz.’”
O jovem diz que muita gente de sua cidade não entende bem o que ele estuda e a importância da instituição em que está, porém os pais têm noção da grandiosidade. A mãe, doméstica, se orgulha ainda mais de Wildiner quando sabe que muitos filhos de patroas, mesmo diante de boas condições financeiras, não conseguem entrar na faculdade. As conquistas não o fazem se gabar. Pelo contrário. Acha que pode ir além. Para ele, as vitórias só foram possíveis porque sempre teve “pessoas certas” por perto. “Se não fosse aquele professor do ensino fundamental não estaria aqui.”

domingo, 17 de junho de 2012

Manipulação da opinião pública

O filósofo americano Noam Chomsky fala, em uma de suas obras ("Visões Alternativas”) nas estratégias que o sistema (as elites sociais, políticas, econômicas e até religiosas) utiliza para manipular o pensamento das pessoas e assim conformar a opinião geral às suas ideologias.
1. A estratégia da distração - O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites sociais, políticas e econômicas. É o que Chomsky chama de "armas silenciosas para guerras tranquilas”.
2. Criar os problemas e depois oferecer as soluções - Este método também é chamado de problema→reação→solução Cria-se um problema, uma "situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este se torne "suplicante” (clamor) das medidas que se deseja implantar.
3. A estratégia da gradualidade - Para fazer que se aceite uma medida inadmissível, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, num prazo alargado.
4. A estratégia do adiamento - Outra maneira de provocar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la com "dolorosa e necessária” (o "cortar na carne”), obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.
5. Dirigir-se ao público com se ele fosse uma criança - A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos e imagens particularmente infantis, muitas vezes a roçar a debilidade (com desenhos, animaizinhos, criancinhas), como se o expectador fosse uma criança ou um deficiente mental. Um conhecido "âncora” da Rede Globo disse em off, que o brasileiro tem mentalidade de Homer Simpson.
6. Utilizar a emoção acima da reflexão - Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para injetar ideias, e mensagens. Isto acontece em comerciais de tevê, programas políticos, campanhas sociais, aulas e encontros de igreja, etc.
7. Manter o povo na ignorância, alimentando ideais medíocres - A qualidade da educação dada às classes socialmente inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância entre estas e as classes altas permaneça inalterada no tempo, e seja impossível alcançar uma autêntica igualdade de oportunidade para todos.
8. Estimular uma complacência com a mediocridade - A vulgaridade, incultura, e o ser mal-falado ou admirar personagens sem talento, estão na moda.
9. Reforçar o sentimento de culpa pessoal - Fazer crer ao indivíduo que ele é o maior (ou único) culpado por sua própria desgraça, por insuficiência de inteligência, de capacidade de preparo ou de esforço.
10. Afirmar que conhecem as pessoas melhor do que elas próprias - Os sistemas de informática "espionam” a vida das pessoas, usuários desses programas. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce controle e poder sobre os indivíduos, superior ao que eles pensam que realmente tem.


Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=440036899340942&set=a.347775975233702.93826.100000039063397&type=1&theater

sábado, 9 de junho de 2012

Como surgiram as festas juninas?

por Cíntia Cristina da Silva



As festas juninas homenageiam três santos católicos: Santo Antônio (no dia 13 de junho), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). No entanto, a origem das comemorações nessa época do ano é anterior à era cristã. No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Essa importante data astronômica marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho no hemisfério norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas. "Na Europa, os cultos à fertilidade em junho foram reproduzidos até por volta do século 10. Como a igreja não conseguia combatê-los, decidiu cristianizá-los, instituindo dias de homenagens aos três santos no mesmo mês", diz a antropóloga Lucia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
O curioso é que os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam importantes rituais durante o mês de junho. Apesar de essa época marcar o início do inverno por aqui, eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos, danças e muita comida. Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se fundiram. É por isso que as festas tanto celebram santos católicos como oferecem uma variedade de pratos feitos com alimentos típicos dos nativos. Já a valorização da vida caipira nessas comemorações reflete a organização da sociedade brasileira até meados do século 20, quando 70% da população vivia no campo. Hoje, as grandes festas juninas se concentram no Nordeste, com destaque para as cidades de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).

segunda-feira, 16 de abril de 2012

DESFILE 14 DE ABRIL




Um grande público esteve presentes no Desfile Cívico realizado na manhã deste sábado (14) na Avenida Dom Lúcio para comemorar o 157º aniversário de emancipação político administrativo do Município de Botucatu, que reuniu varias escolas e outras instituições do Município.Seguramente, a maior novidade para este ano foi a apresentação da antiga “Maria Fumaça”, da Estrada de Ferro Sorocabana (EFS). Essa locomotiva estava se deteriorando no pátio do antigo CTC Sorocabana (atual Secretaria de Saúde) foi restaurada em Sorocaba e, futuramente, deverá ser um dos principais atrativos turísticos para passeios na região.Também esteve desfilando na avenida, a Banda Marcial da Policia Militar de Sorocaba (CPI-7) e da Banda Marcial do Núcleo de Orientação e Capacitação à Infância e Juventude de Avaré (Nocaija).O palanque com as autoridades foi montado defronte ao antigo Fórum e as arquibancadas para a população instaladas em ambos os lados do palanque. A área de concentração das bandas e desfilantes foi entre as ruas Quintino Bocaiúva e Prudente de Moraes, com dispersão ocorrendo a partir da Rua Monsenhor Ferrari, para o Largo da Catedral.O Tiro de Guerra 02-048 abriu o desfile, seguido das instituições responsáveis pela segurança da Cidade como Polícia Militar, Banda Marcial da Policia Militar de Sorocaba, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal. Na seqüência desfilaram as escolas e demais entidades do Município. Fechando o desfile a Banda Marcial do Nocaija de Avaré e a tradicional apresentação dos cavaleiros.As ruas que dão acesso à Avenida Dom Lucio estiveram interditadas ao trânsito de veículos e a chefe de Divisão de Ensino, Vânia Fioravante, avaliou o desfile desse ano como um sucesso de organização e público. ”Não foi registrado nenhum incidente e a cada ano a organização do evento melhora e com isso o desfile cresce e o público aumenta”, conclui.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ensino de Artes - Profª. Cíntia Cânovas

FAUVISMO

"No Fauvismo a cor é importante. Esta técnica foi apresentada pela primeira vez por um grupo de artistas numa exposição realizada em Paris, no ano de 1905."

Trabalho dos alunos do 9º Ano
Tema - Livre
Técnica - Colagem

Daniel Felipe Zanatta

David Henrique Paes dos Santos

Maria Julia Dezoppa

Mariana - 9A

Daniele H. Martinho

Lucas Augusto e Wesley Almeida

Ensino de Artes - Profª Cíntia Cânovas

EXPRESSIONISMO

"... O artista expressionista, vive o drama individual do ser humano e da sociedade. A infância infeliz, a miséria, a exploração do trabalho, os vícios e as injustiças. Nesse sentido, a agustia humana é o tema prediletos dos expressionistas.

Trabalho dos alunos do 9º Ano:
Tema - os problemas do mundo atual
Técnica - giz de cera
Guilherme dos Santos 

Lucas Augusto Botão Pereira

Maria Julia Dezoppa

Aldrik Leon F. Pessoa

Gabriela - 9A

Jessica Paola Pereira

Mariana Conceição