Hoje eu a vi em sua intimidade
Discutindo consigo mesma em um fragmento passado de realidade
Tentando convencer-se de que estava certa
E que todos eles erraram contigo... todos...
Seus gestos eram de quem realmente conversa
Dialoga com seus sofrimentos
Tenta afugentar os ressentimentos
E naquele momento, sua alma se dispersa num mar de lembranças
De repente, você levanta a cabeça...
E em seu olhar perdido não me percebe furtivo fitando seus lamentos
Nesse momento uma dor dilacerante me acomete
Estou te perdendo...
Nunca nos tivemos de fato
Nossa distância parecia insignificante
Porque sabia que estaria por perto
Do seu jeito... mas estaria...
Agora, não importa os afagos
As tentativas de aproximação
Em sua confusão, em seus labirintos,
Não há lugar onde eu possa me aninhar
Você se recolhe em si mesma, e eu não consigo te encontrar
Por favor não vá...
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
sábado, 9 de julho de 2011
OUTONO
Ao ver as folhas carregadas pelo vento
Na dança de outono.
As lembranças emergiram do passado.
Um suspiro ofegante rompeu-se,
E o olhar distante denotou sua saudade.
Enquanto fitava uma folha sendo levada pelo vento,
Sua alma se deixava nortear pela memória.
O que terá rememorado?
Que imagens do passado fizeram-na parar no tempo?
Que história terá revivido enquanto a folha caia?
Quando a folha finalmente pousou no chão
As imagens do passado se dissiparam no ruído urbano,
Ruído cotidiano que a fez voltar ao presente.
E o presente a fez ir embora,
Tão misteriosa e intrigante,
Quanto seu olhar distraído.
Na dança de outono.
As lembranças emergiram do passado.
Um suspiro ofegante rompeu-se,
E o olhar distante denotou sua saudade.
Enquanto fitava uma folha sendo levada pelo vento,
Sua alma se deixava nortear pela memória.
O que terá rememorado?
Que imagens do passado fizeram-na parar no tempo?
Que história terá revivido enquanto a folha caia?
Quando a folha finalmente pousou no chão
As imagens do passado se dissiparam no ruído urbano,
Ruído cotidiano que a fez voltar ao presente.
E o presente a fez ir embora,
Tão misteriosa e intrigante,
Quanto seu olhar distraído.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Ecos disformes
Para ler e refletir...
Por Maria Isabel Nogueira Tuppy
Ouviram do Tietê às margens pútridas
De um povo triste o grito suplicante
E som do desalento, em dobras múltiplas,
Velou o céu da Pátria nesse instante.
Ó vida amada
(Ameaçada)
Salve! Salve!
Brasil, de um sonho imenso a um corpo rígido
De dor, mas de esperança alguém se veste
Pra ter no seu sorriso fugaz brilho,
Negado a cada passo enquanto cresce.
E curva-se a gigante natureza,
Clama por alívio, ávido esforço
Pro teu futuro ter qualquer grandeza,
Terra adorada?
Entre outras mil
Serás, Brasil,
Ó Pátria, amada?
Se os filhos teus ao solo tornam vil?
Pátria amada,
Brasil?
Deixado eternamente em sonho esplêndido,
Ao breu do céu e ao som do mar imundo,
Figuras, ó Brasil, quintal da América,
Agonizante em nosso "Novo Mundo"!
Em tua terra desfalecida
O antigo lindo campo não floresce,
Nossos bosques perdem vida,
Nossa vida no teu seio esmorece.
Ó vida amada
(Ameaçada)
Salve! Salve!
Brasil, de horror eterno seja símbolo
A terra que se mostra degradada,
E diga um velho louco numa fábula:
"Justeza no porvir!" Sempre adiada.
E se ganha a injustiça a vara forte,
Verás que o filho teu não está imune
E teme e se entrega a própria morte
Terra aviltada!
Entre outras mil
Serás, Brasil,
Ó Pátria, amada?
Dos filhos d' outro solo és mãe servil?
Pátria dada,
Brasil?!
Fonte: Leituras de Brasil - [realização Pró-Reitoria de Extensão Universitária - PROEX]. São Paulo: Editora UNESP, 2001
Por Maria Isabel Nogueira Tuppy
Ouviram do Tietê às margens pútridas
De um povo triste o grito suplicante
E som do desalento, em dobras múltiplas,
Velou o céu da Pátria nesse instante.
Se o senhor diz: Viva a igualdade!
Estará ao seu dispor o braço forte.
Se conquistamos a liberdade,
Entregamos o destino à própria sorte.
(Ameaçada)
Salve! Salve!
Brasil, de um sonho imenso a um corpo rígido
De dor, mas de esperança alguém se veste
Pra ter no seu sorriso fugaz brilho,
Negado a cada passo enquanto cresce.
E curva-se a gigante natureza,
Clama por alívio, ávido esforço
Pro teu futuro ter qualquer grandeza,
Terra adorada?
Entre outras mil
Serás, Brasil,
Ó Pátria, amada?
Se os filhos teus ao solo tornam vil?
Pátria amada,
Brasil?
Deixado eternamente em sonho esplêndido,
Ao breu do céu e ao som do mar imundo,
Figuras, ó Brasil, quintal da América,
Agonizante em nosso "Novo Mundo"!
Em tua terra desfalecida
O antigo lindo campo não floresce,
Nossos bosques perdem vida,
Nossa vida no teu seio esmorece.
Ó vida amada
(Ameaçada)
Salve! Salve!
Brasil, de horror eterno seja símbolo
A terra que se mostra degradada,
E diga um velho louco numa fábula:
"Justeza no porvir!" Sempre adiada.
E se ganha a injustiça a vara forte,
Verás que o filho teu não está imune
E teme e se entrega a própria morte
Terra aviltada!
Entre outras mil
Serás, Brasil,
Ó Pátria, amada?
Dos filhos d' outro solo és mãe servil?
Pátria dada,
Brasil?!
Fonte: Leituras de Brasil - [realização Pró-Reitoria de Extensão Universitária - PROEX]. São Paulo: Editora UNESP, 2001
domingo, 8 de maio de 2011
MÃE
Mãe...
Meu choro
É teu pranto
Minha vida
Tua causa
Minhas preocupações
Teus sofrimentos
Minha alegria
Tua felicidade
Minha calma
Tua paz.
Mãe...
Tua força
É minha esperança
Tua voz
Meu conforto
Teus ideais
Minhas realizações
Tua juventude
Meu crescer
Tua luta
Minha vitória
Teu amor
Minha existência
Teus valores
Meus princípios
Mãe...
Sou parte de ti
Que a ti quer voltar
Que por ti quer se humanizar
Devolvendo-te com amor
Todo amor que a mim
Tu dedicaste.
Prof. Gilberto
sexta-feira, 22 de abril de 2011
VAPOR DA MORTE
Temeroso está o garoto Invade território inimigo Por entre as valas do inferno Grita por socorro
Sorve o vapor da morte E o torpor explode Nas entranhas do inconsciente
A alienação constrange o medo O delírio o torna poderoso E o poder o torna furioso Sua fúria fere e mata Enquanto o demônio esta em seu corpo
Mas o que resta após o ato intempestuoso É um mal-estar latente Que sangra gradativamente Desta mente que da vida Já perdeu o gozo
domingo, 27 de março de 2011
Adolescente
A vida é tão bela que chega a dar medo.
Não o medo que paralisa e gela,
estátua súbita,
mas
esse medo fascinante e fremente de curiosidade que faz
o jovem felino seguir para a frente farejando o vento
ao sair, pela primeira vez, da gruta,
Medo que ofusca: luz!
cumplicemente,
as folhas contam-te um segredo
velho como o mundo:
Adolescente, olha! A vida é nova!
A vida é nova e anda nua
vestida apenas com teu desejo!
Mario Quintana
terça-feira, 15 de março de 2011
CRESCER
O sorriso do palhaço
No palco da infância
Faz lembrar da inocência
A alegria da criança
O brado de rebeldia
Impregnado de influência
Revela os traços comuns
Da estação adolescência
O olhar de seriedade
Mostra o peso da idade
Que a jornada adulta
Ao homem estipulou
Na voz da experiência
Reside a sabedoria acumulada
De uma velhice iluminada
Que a ciência da vida lhe outorgou.
Prof. Gilberto
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